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A Cristalização ALÉM
DO TÚMULO VAZIO Tradução
não oficial e não revisada pelo autor do artigo “The
Crystallization – BEYOND THE EMPTY TOMB” publicada em
Affirmation &
Critique (www.affcrit.com), em janeiro de 1996, periódico
pertencente ao Living Stream Ministry - Anaheim – CA – EUA, por
João Lídio de Carvalho Neto para a
edificação da Igreja do Senhor Jesus Cristo, sem fim
comercial. Em sua
busca de Cristo, Maria Madalena foi além do túmulo vazio (João
20:1-22), e assim deve ser conosco.
Na madrugada do dia da ressurreição do Senhor, Maria foi ao túmulo,
“viu a pedra removida”, correu para Pedro e João, e forneceu-lhes
um relato. Pedro e João correram ao túmulo, entraram nele, e
contemplaram a evidência da ressurreição – os lençóis de linho
e o lenço. Eles viram,
creram, e partiram tendo fé no fato objetivo da ressurreição de
Cristo. Semelhantemente a
muitos crentes ortodoxos hoje, eles ficaram satisfeitos com a verdade
objetiva, mas diferentemente de Maria, eles não foram além do túmulo
para procurar o próprio Cristo ressuscitado e experienciá-lO.
A busca ardente de Maria foi galardoada não somente com a
manifestação do Cristo ressuscitado, mas também com uma revelação
do significado da Sua ressurreição: “Vai a Meus irmãos e
dize-lhes: Subo para Meu Pai e vosso Pai, para Meu Deus e vosso
Deus”. Por intermédio
da ressurreição de Cristo, Seus discípulos foram regenerados com a
vida divina, a vida do Deus Triúno que foi liberada por Sua morte.
Na ressurreição, o Unigênito eterno de Deus tornou-Se o
“Primogênito entre muitos irmãos”.
Estes muitos irmãos são os “muitos filhos” os quais o Pai
está levando para a glória. Antes
da Sua ressurreição, Cristo, o Unigênito, era a expressão
individual do Pai. Através
de Sua ressurreição, Seus irmãos os muitos filhos como a multiplicação
do Filho na vida divina, foram gerados para serem a expressão
corporativa do Pai no Filho. Agora,
o Senhor pode falar de Seu Pai e nosso Pai.
Pela Sua ressurreição que imparte vida, Ele dispensou a vida
e natureza divinas para dentro de nós, impartindo-nos a vida e
natureza do Pai. Visto
que o Primogênito e os muitos filhos são o mesmo em vida e natureza,
Deus é o Pai não apenas do próprio Senhor, mas também dos Seus
muitos irmãos, que são “todos filhos de Deus por meio da fé em
Cristo Jesus” (Gálatas
3:26). Fé no fato
objetivo da ressurreição de Cristo e uma experiência pessoal de
Cristo, na ressurreição, são ambos necessários, mas não são
suficientes. A experiência
pessoal do Cristo ressuscitado deve conduzir à experiência
corporativa do Cristo pneumático como o Espírito vivificante em
ressurreição (1Coríntios 15:45b). No dia de Sua ressurreição, o Cristo ressuscitado, Que
apareceu com um corpo de carne e ossos, soprou a Si mesmo para dentro
dos Seus discípulos como pneuma, como Espírito, como fôlego: “Ele
soprou para dentro deles e lhes disse: Recebei o Espírito Santo”.
Este soprar foi o resultado do Seu segundo “tornar-Se”.
Por meio da encarnação, Cristo, como a Palavra eterna,
tornou-Se carne – o “tornar-Se” para redenção.
Por meio da ressurreição, Cristo, como o último Adão na
carne, tornou-Se o Espírito vivificante – o “tornar-Se” para
impartir-vida. Se
recebemos o Cristo penumático como o sopro santo, podemos estar
seguros de que Cristo agora habita dentro de nós. Muitos
falham em progredir além do túmulo vazio, pois eles carecem de um
conhecimento mais pleno tanto da revelação com respeito ao Deus Triúno
em Sua essência, economia, processo, e dispensar, quanto da verdade
escriturística concernente à experiência do Deus Triúno.
Outros falham em progredir, porque seus “guias” se opõem a
esta experiência, rejeitando-a como misticismo estúpido.
Eles têm sido impedidos e até condenados pelo seu buscar
fervoroso por aqueles que preferem sistemas e teologias que, em assim
fazendo, desviam-se da palavra pura da Bíblia.
Como crentes, não temos que ficar satisfeitos com apenas fatos
e doutrinas; nós podemos ser conduzidos por Deus para dentro de uma
experiência pessoal do Cristo ressurreto.
Entretanto, se falhamos em ver os aspectos orgânicos do Deus
Triúno, podemos negligenciar nosso relacionamento fundamental em vida
com o Deus Triúno. Se nos focarmos na Trindade essencial e ignorarmos a Trindade
econômica, perderemos os passos ulteriores do processo de Cristo.
Iniciando,
com fé, no fato da ressurreição de Cristo, nós necessitamos de
avançar para uma experiência pessoal do Cristo ressurreto e para uma
experiência corporativa do Cristo pneumático.
Lamentavelmente, muitos cristãos têm falhado em fazer este
avanço. Aqueles que estão fixados na crucificação e permanecem ao
“pé da cruz” podem não ter uma f’é apropriada na verdade
objetiva da ressurreição de Cristo. Infelizmente, mesmo muitos
crentes, que têm esta fé, não vão além do túmulo vazio.
Crentes em Cristo, entretanto, podem avançar para conhecer o
Cristo, Que, como a corporificação do Deus Triúno processado e
consumado, sopra a Si mesmo para dentro de nós a fim de ser nossa
vida e nosso tudo para o cumprimento do alvo de Deus – o produzir e
edificar do Corpo de Cristo, que consumará na Nova Jerusalém.
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