Mensagem Doze
A Nova Jerusalém —
a Consumação Derradeira e Máxima
da Edificação de Deus
Leitura Bíblica: Jo 1:14; 2:19-21; Ap 21:3, 22;
2 Sm 7:12-14a; Rm 1:3-4; 8:28-29
- A Nova Jerusalém é a consumação derradeira e máxima do edificar de
Deus no homem e do homem em Deus, a edificação de um grande homem-Deus
corporativo, que é a habitação mútua de Deus com o homem, a união
universal entre o Deus Triúno processado e consumado e o homem tripartido
processado e consumado — Jo 1:14; 2:19-21; Ap 21:3, 22.
- Segundo Samuel 7:12-14 é uma profecia simbólica que revela que o desejo
do coração de Deus é edificar Deus no homem (Deus tornar-se homem) e
edificar o homem em Deus (o homem tornar-se Deus), objetivando edificar um
grande homem-Deus corporativo, a Nova Jerusalém:
- O descendente de Davi (v. 12) tornar-se o Filho de Deus (v. 14a) equivale
a edificar Deus no homem e edificar o homem em Deus, objetivando edificar a
casa de Deus, a habitação mútua de Deus e o homem (v. 13); isso é o
cumprimento de maior profecia da Bíblia — Rm 1:3-4; M 16:18.
- Cristo, "segundo a carne, veio da descendência de Davi"
(edificar Deus no homem na encarnação), e Ele "foi designado Filho de
Deus" (edificar o homem em Deus na ressurreição) — Rm 1:3-4:
- Por meio de Sua encarnação, Cristo, o Filho unigênito de Deus, em Sua
humanidade (Jo 1:18), edificou Deus no homem, na linhagem de Davi, e
tornou-se o descendente de Davi, o filho de Davi.
- Em ressurreição, a humanidade de Cristo foi deificada,
"filhoficada", significando que Ele se tornou o Filho de Deus
não apenas em Sua divindade, mas também em Sua humanidade; em
ressurreição, Ele foi designado o Filho de Deus, feito o Filho
primogênito de Deus, possuindo tanto a divindade como a humanidade — Rm
1:3-4; 8:29.
- Ao ser enterrada no solo, uma semente morre, mas, em seguida, ela brota,
cresce e, por fim, floresce em ressurreição, porque o poder da vida na
semente é ativado no momento de sua morte; em ressurreição, Cristo
"floresceu" como o Filho primogênito de Deus e tornou-se o
Espírito vivificante, o qual Se dispensa e edifica a Si mesmo em nosso
ser para ser a nossa constituição interior — Jo 12:23-24; At 13:33; 1
Pe 3:18.
Somos seres com a natureza humana, mas estamos nos tornando filhos de Deus
com a natureza divina, ou seja, estamos sendo "divinizados" em
nossa humanidade mediante o processo metabólico da transformação; esse
processo metabólico é a edificação da igreja, o Corpo de Cristo, a casa
de Deus, e isso se realiza edificando Deus no homem e o homem em Deus; o
resultado será a Nova Jerusalém, o grande homem-Deus corporativo, o
agregado, a totalidade, de todos os filhos de Deus — Hb 2:10; Ap 21:7: Rm
8:28-29:
A vida do Filho de Deus foi implantada em nosso
espírito; agora, nós, qual semente plantada na terra, precisamos passar
pelo processo da morte e ressurreição — v. 10; Jo 12:24-26:
- Perder nossa vida da alma mediante a morte leva o homem exterior a
consumir-se, mas capacita a vida interior a crescer, a desenvolver-se e,
por fim, a florescer; isso é a ressurreição — 1 Co 15:31, 36; 2 Co
4:10-12, 16.
- Quanto mais crescemos em vida para nossa transformação em vida, mais
somos designados filhos de Deus para sermos deificados para a edificação
de Deus — 1 Co 3:9:
- A fim de crescer, precisamos alimentar-nos do leite sem dolo e do
alimento sólido da palavra — 1 Pe 2:2; Hb 5:12-14.
- A fim de crescer, precisamos do regar dos membros dotados — 1 Co
3:6b; Jo 7:37-39; Pv 11:25.
- Ao experimentar as circunstâncias e os fracassos no nosso dia-a-dia,
o nosso ego repugnante é demolido, e o Senhor tem uma grande
oportunidade de trabalhar em nós — Rm 8:28-29.
- Um dia, esse processo se completará, e, pela eternidade, seremos o
mesmo que Cristo, o Primogênito de Deus, em nosso espírito, alma e
corpo — 1 Jo 3:2; Rm 8:19, 23; Hinos nº 479, estrofe 2).
Em ressurreição, Cristo, em Sua humanidade, foi designado Filho de Deus,
e, por meio de tal ressurreição, nós também estamos no processo de ser
designados filhos de Deus — Rm 8:11; cf. Os 6:1-3:
- O processo de sermos designados, "filhoficados", deificados,
é o processo da ressurreição, que apresenta quatros aspectos
principais: santificação, transformação, conformação e
glorificação — 6:22; 12:2; 8:29-30.
- A chave do processo da designação é a ressurreição, que é o Cristo
que habita em nosso interior, o qual é o Espírito designador, o poder da
vida, em nosso espírito — Jo 11:25; Rm 8:10-11; At 2:24; 1 Co 15:26;
5:4:
- Temos a necessidade urgente de aprender a andar segundo o espírito, a
desfrutar e experimentar o Espírito designador — Rm 8:4, 14.
- Quanto mais tocamos o Espírito, mais somos santificados,
transformados, conformados e glorificados, e nos tornaremos Deus em vida
e natureza, mas não na Deidade, visando a edificação do Corpo de
Cristo a fim de consumar a Nova Jerusalém — 1 Co 12:3; Rm 10:12;
8:15-16; Gl 4:6.
À medida que trabalhamos para Deus hoje, devemos participar na
edificação de Deus: a incorporação do elemento divino ao elemento
humano, e do elemento humano ao divino — Jo 14:20; 15:4a; 1 Jo 4:15:
Precisamos de que Deus, em Cristo, Se infunda em nós, fazendo de nosso
coração, nossa constituição intrínseca, Sua morada — Ef 3:16-19.
Precisamos praticar uma coisa: ministrar o Deus Triúno processado e
consumado a outros para que Ele Se edifique a Si mesmo no ser interior
deles, precisamos orar para que o Senhor nos ensine a trabalhar dessa forma
— 2 Co 13:14; 1 Co 3:9a, 10, 12a.
Quando edificamos a igreja com o Deus Triúno processado e consumado, na
verdade, não somos nós que edificamos, e sim Deus, por meio de nós,
usando-nos como um meio para dispensar e transmitir a Si mesmo a outros —At
9:15.
Essa edificação culminará na Nova Jerusalém na eternidade, na qual os
redimidos de Deus serão o tabernáculo onde Deus habitará, e o próprio
Deus será o templo onde habitarão os Seus redimidos — Ap 21:3, 22.
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