MENSAGEM SEIS

                                                           PASTOREAR E ENSINAR—A OBRIGAÇÃO DOS GRUPOS VITAIS

                                                                             A MANEIRA BÁSICA ORDENADA POR DEUS

                                                                                  NA EDIFICAÇÃO DO CORPO DE CRISTO

                                                                 PARA CONSUMAR SUA META ETERNA—A NOVA JERUSALÉM

 

                                                                                                                   SINOPSE 

I.                   No ministério de Cristo para levar a cabo a economia eterna de Deus:

A.                 Pastorear exteriormente:

1.                  Buscando a ovelha perdida para o Seu regozijo e alegria no céu Lc 15:4-7.

2.                 Para a ceifa da colheita de DeusMt 9:36-38.

3.                 Para cuidar do rebanho de Deus:

a.           Para ser a porta de entrada e a porta de saída para os eleitos de DeusJo 10:2-5.

b.           Para salvação e nutrimento (a pastagem) deles, para que tenham a Sua vida e a tenham abundantemente por meio de dar a Sua vida humana como o bom PastorJo 10:9-15, 17-18.

c.           Ajuntando-os como um rebanhouma igrejaJo 10:16.

4.                 Como o Sumo Pastor pastoreando por meio dos presbíteros das igrejas1 Pe 5:4.

5.                 Como o grande Pastor por meio de quem Deus, baseado no Seu sangue redentor do pacto eterno, aperfeiçoa as ovelhas de Deus, as igrejas, em toda boa obra para a execução de Sua vontade, fazendo em nós o que é agradável aos Seus olhosHb 13:20-21.

6.                 Pastoreando as ovelhas que se desviaram e voltaram a Ele, supervisionando a condição interior delas, como o Supervisor de suas almas (1 Pe 2:25). Isto deve ser uma parte de Seu confortar interior nos crentes, como segue:

B.                  Confortar interiormente:

1.                  Tornando-se o Espírito da realidade, como o segundo ConsoladorJo 14:16-17a; 15:26.

2.                 Para constituir o organismo divino, a incorporação do Deus Triúno processado e consumado com os Seus eleitos regenerados e transformadosJo 17:17b-20.

C.                 Ensinar para fortalecer o pastorear e alcançar sua meta:

1.                  Em Mateus:

                            a.           A respeito da constituição do reino dos céuscaps. 5-7.

b.           A respeito dos mistérios do reinocap. 13.

c.           A respeito da manifestação do reinocaps. 24-25.

2.                 Em João:

a.           A respeito do fluir do Deus Triúno para ser a água viva com vistas ao desfrute dos crentes em Cristocaps. 1-7.

b.           A respeito da mescla e da incorporação do Deus Triúno processado e consumado com os Seus eleitos regenerados e transformados e as conseqüênciascaps. 14-17.

3.                 Todos estes ensinamentos divinos e místicos de nosso grande Pastor e Consolador não são apenas o Seu desvendar e iluminar, mas também o Seu nutrir para o nosso crescimento e maturidade em Sua vida divina a fim de que a economia eterna de Deus possa ser consumada por meio de nós. 

Pastorear e ensinar são as obrigações dos grupos vitais. Se não fizermos isto, estaremos devendo algo ao Senhor, aos santos, e a todos os pecadores desta terra (Rm 1:14). Pastorear e ensinar são nossas obrigações como um encargo dado a nós pelo Senhor. Este é a maneira básica ordenada por Deus na edificação do Corpo de Cristo para consumar Sua meta eterna—a Nova Jerusalém. 

I.         NO MINISTÉRIO DE CRISTO

PARA LEVAR A CABO A ECONOMIA DE DEUS 

Os evangelhos revelam o pastoreio e o ensinamento de Cristo em Seu ministério para levar a cabo a economia eterna de Deus. 

A.            Pastorear Exteriormente

1.            Buscando a Ovelha Perdida 

Cristo buscou a ovelha perdida para o Seu regozijo e alegria no céu (Lc 15:4-7). 

2.        Para a Ceifa da Colheita de Deus

 

Cristo veio como o Pastor não apenas para buscar os perdidos, mas também para ceifar a colheita de Deus (Mt 9:36-38). Por um lado, os do grupo vital devem sair para buscar os pecadores perdidos; por outro lado, eles devem sair para ceifar a colheita de Deus.

 

3.        Para Cuidar do Rebanho de Deus

a.         Para ser a Porta de Entrada e a Porta de Saída

para os Eleitos de Deus  

O pastorear de Cristo era para o cuidado do rebanho de Deus. Ele foi a porta de entrada e a porta de saída para os eleitos de Deus (Jo 10:2-5). Ele foi a porta para o aprisco dos santos do Velho Testamento, tais como Moisés, Josué, Davi e Isaías. O aprisco significa a lei, ou judaísmo como a religião da lei. Quando Cristo veio no Novo Testamento, Ele foi a porta de saída do aprisco para que o povo eleito de Deus, tais como Pedro, João, Tiago e Paulo, pudesse sair para desfrutá-Lo como a pastagem. João 9 conta a história de um cego que foi curado pelo Senhor. Cristo tornou-se sua porta de saída do aprisco do judaísmo.

b.         Para a Salvação e Nutrimento Deles  

Cristo é a porta para a salvação e nutrimento (a pastagem) dos eleitos de Deus para que estes tenham a Sua vida e a tenham abundantemente através da Sua entrega de Sua vida humana como o bom Pastor (Jo 10:9-15, 17-18). Todos os membros do grupo vital devem ser como Cristo. Devemos ser a porta para as pessoas com vistas à sua salvação e nutrimento para que possam alimentar-se de Cristo como a sua pastagem e possam ter Sua vida divina abundantemente.  

c.            Ajuntando-os como um Rebanho—Uma Igreja  

Em João 10:16 o Senhor disse: “Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco; a essas também me importa conduzir, e elas ouvirão a minha voz; e haverá um rebanho e um pastor”. Isto significa que Cristo era o Pastor ajuntando as ovelhas judias e gentias divididas para serem um rebanho. Alguns dos assim chamados cooperadores trabalham de uma maneira divisiva. Ao invés de arrebanhar os santos, os espalham. O pastoreio adequado é arrebanhar as pessoas.  

4.        Como o Sumo Pastor  

Cristo é o Sumo Pastor, pastoreando Seu rebanho por meio dos presbíteros das igrejas (1 Pe 5:4). Todos os presbíteros são pastores subordinados. Cristo como a Cabeça é o Sumo Pastor. Na verdade, não somos os que estão pastoreando. Quando pastoreamos, deve ser Cristo pastoreando por meio de nós. Se pastorearmos as pessoas fora de Cristo, isto não estará em ressurreição, mas na velha criação. Quando Cristo pastoreia por meio de nós, nosso labor é em ressurreição. Somente Cristo é ressurreição. Tudo que é divino é ressurreição. Todos os presbíteros devem aprender a pastorear as igrejas não por si mesmos na velha criação, mas por Cristo como o Sumo Pastor em ressurreição.  

5.        Como o Grande Pastor  

Cristo é o grande Pastor por meio de quem Deus, baseado em Seu sangue redentor do pacto eterno, aperfeiçoa as ovelhas de Deus, as igrejas, em toda boa obra para a execução de Sua vontade, fazendo em nós o que é agradável aos Seus olhos (Hb 13:20-21). Este é o único lugar em todo o livro de Hebreus que fala do Deus Triúno estando em nós.  

6.        Como o Supervisor das Almas dos Crentes  

Cristo pastoreia as ovelhas que se desviaram e voltaram a Ele, supervisionando, como Supervisor, a condição interior de suas almas (1 Pe 2:25). Isto deve ser uma parte de Seu confortar interior nos crentes.  

B.            Confortar Interiormente  

Quando o pastorear do Senhor é mais profundo em nós, alcança nossa alma para cuidar de nossa condição interior com vistas ao realizar da vontade de Deus em nós. Cristo, como o Pastor de nossa alma, supervisiona a situação interior de nossa alma, que é composta de mente, emoção, e vontade. Precisamos Dele para aperfeiçoar nossa mente, ajustar nossa emoção, e corrigir nossa vontade.  

1.            Tornando-se o Espírito da Realidade  

Cristo tornou-se o Espírito da realidade, como o segundo Consolador (Jo 14:16-17a; 15:26). O primeiro Consolador foi Cristo na carne, e o segundo Consolador é Cristo como o Espírito que dá vida, o Espírito da realidade.  

2.        Para Constituir o Organismo Divino  

Cristo nos conforta interiormente para constituir o organismo divino, a incorporação do Deus Triúno processado e consumado com os Seus eleitos regenerados e transformados (Jo 17:17b-20). Como o segundo Consolador, Cristo é o Espírito da realidade que vem não apenas estar conosco, mas também estar em nós, os redimidos de Deus (v. 17). Então o Filho em quem nós cremos está no Pai e nós estamos Nele e Ele está em nós (v. 20). Estes quatro em’s mostram o Deus Triúno incorporado com o Seu povo redimido e transformado para ser uma entidade.

   

                                              C.            Ensinar para Fortalecer o Pastorear e Alcançar Sua Meta

1.         Em Mateus

a.         A Respeito da Constituição do Reino dos Céus  

A constituição do reino em Mateus 5 a 7 encarrega os crentes de Cristo, o povo do reino, a serem pobres em espírito (5:3), puros no coração (v.8), e terem a justiça que excede a dos escribas e fariseus (v. 20).

b.         A Respeito dos Mistérios do Reino  

O ensinamento do Senhor a respeito dos mistérios do reino está em Mateus 13. Este capítulo revela que precisamos ser a boa terra para Cristo crescer e ser transformado na grande pérola (vv. 23, 45-46).

                                                                 c.         A Respeito da Manifestação do Reino  

Mateus 24 e 25 revelam a manifestação do reino dos céus e falam dos crentes vencedores sendo tomados no primeiro arrebatamento, sendo recompensados como servos fiéis do Senhor, e entrando no reino como as virgens sábias.  

2.        Em João

a.         A Respeito do Fluir do Deus Triúno  

João 1 a 7 é a respeito do fluir do Deus Triúno para ser a água viva com vistas ao desfrute dos crentes em Cristo. Desfrutamos o Deus Triúno com o Pai como o manancial, o Filho como a fonte, e o Espírito como o rio fluindo para a totalidade da vida eterna, a Nova Jerusalém (4:14b).

 

b.         A Respeito da Mescla e da Incorporação

do Deus Triúno Processado e Consumado

com os Seus Eleitos Regenerados e Transformados e as Conseqüências

 

João 14 a 17 é a respeito da mescla e da incorporação do Deus Triúno processado e consumado com os Seus eleitos regenerados e transformados e as conseqüências. As conseqüências desta mescla e incorporação são a participação dos crentes na casa do Pai, na videira do Filho, na criança do Espírito (Nota do tradutor: Vide João 16:21 e notas – Versão Restauração) para estar na unidade do Corpo de Cristo incorporado com a unidade do Deus Triúno.  

c.         Os Ensinamentos Divinos e Místicos de Cristo

            Nutrindo-nos para o nosso Crescimento

            e Maturidade em Sua Vida Divina  

Todos estes ensinamentos divinos e místicos de nosso grande Pastor e Consolador não são apenas o Seu desvendar e iluminar, mas também o Seu nutrir para o nosso crescimento e maturidade em Sua vida divina a fim de que a economia eterna de Deus possa ser consumada por meio de nós.

Cristo veio buscar os pecadores para que eles tenham a Sua vida e a tenham abundantemente, de tal forma que não deveríamos sair para alcançar as pessoas de uma maneira superficial e vazia. Deveríamos sair cheios da vida divina para que as pessoas tenham, por meio de nós, a vida de Cristo. Devemos ser cheios até transbordar com a vida de Cristo para que Sua vida flua de nós para ser dispensada nos outros. Precisamos ser saturados e impregnados com Cristo interiormente e exteriormente. Neste sentido, tornamo-nos Cristo e a vida eterna porque temos bebido de Deus como o manancial, emergindo na fonte, e jorrando em um rio de vida para fluir de nosso mais profundo ser.

Precisamos também ensinar as verdades divinas às pessoas para fortalecer nosso pastorear e alcançar sua meta. Podemos compartilhar com um professor de teologia a respeito dos quatro em’s em João 14:17-20. Nossa saída como Cristo para dar às pessoas vida e verdade as atrairá e as convencerá. Precisamos ser discipulados para ser tal Cristo. Por um lado, devemos pastorear as pessoas por dispensar a vida divina nelas. Por outro lado, devemos ensinar-lhes as verdades divinas na esfera divina e mística. Este é o meu encargo.

Se praticarmos estas coisas, haverá um verdadeiro reavivamento na restauração do Senhor. Devemos ser pastores com o coração amoroso e perdoador de nosso Deus Pai em Sua divindade e com o espírito pastoreador e buscador de nosso Cristo Salvador em Sua humanidade. Devemos também ter a visão celestial de todos os ensinamentos divinos e místicos de Cristo. Pastorear e ensinar são a obrigação dos grupos vitais e a maneira básica ordenada por Deus para edificar o Corpo de Cristo, consumando-se na Nova Jerusalém.