Muro das Lamentações
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Orações
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O Arco
de Wilson
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Porta
Barclay
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MURO DAS
LAMENTAÇÕES
Após a destruição do Templo de Salomão por Nabucodonosor, um outro
templo foi erguido em Jerusalem, sendo depois reformado por Herodes, o
Grande, em 20 a.C.. Esse Segundo Templo veio a ser destruído por Tito, em
70 de nossa era. No local do Templo foram construidas duas mesquitas, sendo
considerado o terceiro local mais sagrado do Islamismo
Apenas a parede ocidental sobrou do antigo Templo, sendo conhecida como
"Muro das Lamentações". As pedras do alto são bizantinas. As
debaixo, herodianas, herança da obra mandada executar por Herodes. As
frestas entre as pedras adoradas estão hoje recheadas de papeizinhos com
orações e pedidos de fiéis, É comum se deixar um bilhete com algum
pedido secreto nas frestas do Muro. Dizem que o pedido será atendido.
O Muro das
Lamentações é um dos lugares que mais impressionam em Jerusalém. Os
rabinos, todos vestidos de negro, com aquelas tranças de cabelo enormes,
orando em tom de lamento, balançando suas cabeças para um lado e para
outro, chorando a destruição do Templo Sagrado, provocam um sentimento de
muito respeito. Com chapéus de abas largas ou com enormes gorros de pele,
era fácil identificar a nacionalidade de muitos dos rabinos presentes no
largo pátio e em frente ao Muro.
O Muro das Lamentações tem o lado esquerdo reservado só para os homens,
que devem cobrir suas cabeças, usando chapéus negros ou um kipá, que é
emprestado na entrada. No outro lado, separado por uma cerca, só as
mulheres têm acesso. As mulheres também devem cobrir suas cabeças com um
lenço para ter acesso ao Muro.
Os judeus ortodoxos querem construir o Terceiro Templo no lugar do Primeiro,
mas não podem porque os árabes construíram no local o que hoje se conhece
como a Haram AshSharif (Esplanada das Mesquitas), terceiro local mais
sagrado do islamismo, onde se destacam as mesquitas de AlAksa e a de Omar.
A cúpula da Mesquita de Omar ficou ainda mais brilhante em 1994, quando o
Rei Hussein, da Jordânia, despendeu 8 milhões de dólares para cobrila com
85 kilos de ouro misturado com cobre e níquel. Como se sabe, mesmo após a
Guerra de 1967, quando Israel tomou o restante de Jerusalém dos árabes, a
wafd (custódia) da Haram AshSharif continuou sendo da Jordânia.
Além da Arábia Saudita, os palestinos de Yasser Arafat também querem ser
os guardiães daquele sítio sagrado, assim como os mullahs (religiosos)
iranianos. Os judeus ultraortodoxos querem destruir as mesquitas, jogando
bombas e enormes blocos de pedra, do alto, a partir de helicópteros, para
conseguir o espaço necessário para a construção do novo Templo.